Nos últimos quatro anos, 41 soluções em sustentabilidade obtiveram consultoria do programa New Ventures, do Centro de Estudos em Sustentabilidade, da FGV, para construção de planos de negócios consistentes e apresentação dos novos empreendimentos a investidoresEnquanto, nos Estados Unidos, o sistema de venture capital ou capital de risco é uma realidade bastante presente, no Brasil estamos dando os primeiros passos nesse sentido. Em vez de pegar um empréstimo no banco - a juros altos e ainda com exigências que a empresa nem sempre é capaz de cumprir -, alguns empreendimentos preferem receber dinheiro dos investidores de risco, que apostam no negócio, podem compartilhar contatos e fornecer dicas de gestão (já que estão há mais tempo no mercado) e dividem lucros ou prejuízos. Para os investidores, é mais interessante aplicar seu dinheiro em negócios promissores do que se contentar com rendimentos bancários.
A lógica do programa New Ventures, uma iniciativa da ONG americana WRI World Resources Institute, é auxiliar negócios que apresentem soluções em sustentabilidade a constituírem um bom plano de negócios, de modo a atrair esses investidores de risco. No Brasil, o programa existe desde 2004, está sob direção do GVces Centro de Estudos em Sustentabilidade, da FGV Fundação Getúlio Vargas, é co-idealizado pelo Banco Real e tem o apoio da Natura.

Inicialmente, há uma chamada para negócios, que busca identificar empreendimentos sustentáveis que têm condições de receber investimentos. Em seguida, são realizados workshops em algumas cidades brasileiras no ano passado, em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Belém para capacitar os empreendedores a desenvolver seus planos de negócios com mais consistência.
Os melhores são selecionados a participar da etapa de mentoring, em que consultores auxiliam no aprimoramento desses modelos de negócios durante seis semanas. Por fim, é feita uma nova seleção entre os empreendimentos, para que eles participem do Fórum de Investidores em Negócios Sustentáveis. André Carvalho diz que esse é o momento em que as novas empresas se apresentam ao mercado. A partir daí, se houver interesse, os "investidores anjos", os fundos de "capital semente" e os de capital empreendedor entram em contato.
Muitos empreendedores apresentam resistência à idéia do New Ventures e outros não se adequam à proposta. Nem todos vão adiante, porque acham que a FGV quer mudar o negócio deles. Também há aqueles que não fazem sentido para o mercado. Se não existe consenso ou o negócio não é factível, não vai para a próxima etapa.
Para que os negócios tenham a oportunidade de participar desse processo de consultoria, precisam cumprir quatro critérios:
- RENTABILIDADE: a viabilidade econômica é imprescindível para que haja possíveis investidores interessados;
- IMPACTO SOCIAL E AMBIENTAL: não basta que a empresa controle seus impactos sociais e ambientais no contexto atual, ela precisa fazer uma projeção desses impactos quando adquirir proporções maiores;
- QUALIDADE DE GESTÃO, FORMAÇÃO DO EMPREENDEDOR E EXPERIÊNCIA: ainda que a empresa não apresente um plano de negócios adequado, é importante que o empreendedor tenha domínio sobre seu negócio e
- INOVAÇÃO TECNOLÓGICA: o empreendimento precisa ser inovador ao apresentar soluções que levem a práticas mais sustentáveis.
Dos 41 empreendimentos selecionados pela New Ventures nos últimos quatro anos:
- 11 estão voltados para reciclagem e reutilização de materiais;
- 11 para produtos orgânicos;
- 7 para produção mais limpa e uso eficiente de recursos naturais;
- 7 para energias renováveis e eficiência energética;
- 3 para produção florestal certificada e
- 2 para novos materiais
A prática do venture capital, no Brasil, vem crescendo nos últimos quatro anos, mas a demanda dos investidores por empreendimentos ainda é pequena. Como quase não há concorrência entre os capitais de risco, o processo de fechamento de uma parceria é lento. Até agora, foram mais de 150 consultas de investidores a empreendedores, um dos empreendimentos do portfólio New Ventures foi comprado por uma empresa maior e três receberam investimentos.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_288809.shtml
A lógica do programa New Ventures, uma iniciativa da ONG americana WRI World Resources Institute, é auxiliar negócios que apresentem soluções em sustentabilidade a constituírem um bom plano de negócios, de modo a atrair esses investidores de risco. No Brasil, o programa existe desde 2004, está sob direção do GVces Centro de Estudos em Sustentabilidade, da FGV Fundação Getúlio Vargas, é co-idealizado pelo Banco Real e tem o apoio da Natura.

André Carvalho, coordenador do programa New Ventures
Segundo André Carvalho, coordenador do programa, há uma lacuna no entendimento da sustentabilidade como empreendimento. Desde o século passado, existe uma demanda por negócios que produzam energia mais limpa, proporcionem mais eco-eficiência e soluções que utilizem recursos renováveis e de maneira mais racional", explica. "A sustentabilidade gera oportunidade de negócios para as empresas, mas a maioria ainda não se convenceu disso. E ainda há uma crença de que isso é apenas para grandes empresas e muitas delas se perguntam se não é melhor crescer primeiro para, depois, pensar no assunto.
Normalmente, os empreendimentos que trabalham com inovações em sustentabilidade não possuem um modelo de negócios adequado às exigências do mercado. Por isso, a idéia do New Ventures é ajudá-los a se tornar economicamente viáveis. Hoje, destinam-se muitos recursos para fundações, ONGs e OSCIPs, mas os empreendimentos ainda têm dificuldades de encontrar recursos. São poucos os que olham para essa turma e, se a idéia é exótica, isso se torna ainda mais difícil. O New Ventures trabalha com negócios no papel ou em operação e não com projetos e ajuda os empreendedores a reconhecerem o negócio que têm em mãos, diz André.
ETAPAS E CRITÉRIOS
Normalmente, os empreendimentos que trabalham com inovações em sustentabilidade não possuem um modelo de negócios adequado às exigências do mercado. Por isso, a idéia do New Ventures é ajudá-los a se tornar economicamente viáveis. Hoje, destinam-se muitos recursos para fundações, ONGs e OSCIPs, mas os empreendimentos ainda têm dificuldades de encontrar recursos. São poucos os que olham para essa turma e, se a idéia é exótica, isso se torna ainda mais difícil. O New Ventures trabalha com negócios no papel ou em operação e não com projetos e ajuda os empreendedores a reconhecerem o negócio que têm em mãos, diz André.
ETAPAS E CRITÉRIOS
Inicialmente, há uma chamada para negócios, que busca identificar empreendimentos sustentáveis que têm condições de receber investimentos. Em seguida, são realizados workshops em algumas cidades brasileiras no ano passado, em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Belém para capacitar os empreendedores a desenvolver seus planos de negócios com mais consistência.
Os melhores são selecionados a participar da etapa de mentoring, em que consultores auxiliam no aprimoramento desses modelos de negócios durante seis semanas. Por fim, é feita uma nova seleção entre os empreendimentos, para que eles participem do Fórum de Investidores em Negócios Sustentáveis. André Carvalho diz que esse é o momento em que as novas empresas se apresentam ao mercado. A partir daí, se houver interesse, os "investidores anjos", os fundos de "capital semente" e os de capital empreendedor entram em contato.
Muitos empreendedores apresentam resistência à idéia do New Ventures e outros não se adequam à proposta. Nem todos vão adiante, porque acham que a FGV quer mudar o negócio deles. Também há aqueles que não fazem sentido para o mercado. Se não existe consenso ou o negócio não é factível, não vai para a próxima etapa.
Para que os negócios tenham a oportunidade de participar desse processo de consultoria, precisam cumprir quatro critérios:
- RENTABILIDADE: a viabilidade econômica é imprescindível para que haja possíveis investidores interessados;
- IMPACTO SOCIAL E AMBIENTAL: não basta que a empresa controle seus impactos sociais e ambientais no contexto atual, ela precisa fazer uma projeção desses impactos quando adquirir proporções maiores;
- QUALIDADE DE GESTÃO, FORMAÇÃO DO EMPREENDEDOR E EXPERIÊNCIA: ainda que a empresa não apresente um plano de negócios adequado, é importante que o empreendedor tenha domínio sobre seu negócio e
- INOVAÇÃO TECNOLÓGICA: o empreendimento precisa ser inovador ao apresentar soluções que levem a práticas mais sustentáveis.
Dos 41 empreendimentos selecionados pela New Ventures nos últimos quatro anos:
- 11 estão voltados para reciclagem e reutilização de materiais;
- 11 para produtos orgânicos;
- 7 para produção mais limpa e uso eficiente de recursos naturais;
- 7 para energias renováveis e eficiência energética;
- 3 para produção florestal certificada e
- 2 para novos materiais
A prática do venture capital, no Brasil, vem crescendo nos últimos quatro anos, mas a demanda dos investidores por empreendimentos ainda é pequena. Como quase não há concorrência entre os capitais de risco, o processo de fechamento de uma parceria é lento. Até agora, foram mais de 150 consultas de investidores a empreendedores, um dos empreendimentos do portfólio New Ventures foi comprado por uma empresa maior e três receberam investimentos.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_288809.shtml
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