sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ações criativas em prol da sustentabilidade

Redes de franquias mostram, na prática, que dá para ser mais sustentável

Por Claudio Tieghi*
Divulgação
Na coluna de abril, comentei que ideias criativas valem tanto quanto recursos financeiros para alinhar o negócio à sustentabilidade. Neste mês, vou contextualizar de que forma isso pode ser feito na operação de pequenas empresas e trazer exemplos de franquias, universo com o qual mais me relaciono no dia-a-dia.

Vou começar pelo Yázigi, que empreendeu em toda a rede uma campanha de ecoeficiência. Para dar um exemplo pontual, uma das escolas, localizada na cidade de Limeira (SP), promoveu uma revolução de hábitos. Ao longo do tempo que durou o projeto, a coordenação da escola gerou iniciativas para conscientização ambiental entre alunos, funcionários e familiares. O resultado foi a redução de 10,84% no consumo de energia e de 20,32% nas despesas com este item. A escola diminuiu também em 40% a utilização de copos descartáveis, em 60% o uso de água sanitária e em 37,54% os custos com material de escritório, como o papel. Juntas, todas as unidades da rede reduziram em 8% a emissão de gases de efeito estufa (equivalente a 1,27 tonelada de CO2). Além do benefício com a redução de custos, a campanha educativa beneficiou diretamente os alunos e colaboradores, já que a campanha reduziu em 42% o potencial de risco de acidentes nas unidades.

Outra experiência criativa e eficiente foi feita na rede de lavanderias LavaSecco, que criou um programa para eliminar cabides de arame e plástico e substituir as sacolas plásticas por embalagens produzidas a partir de garrafas PET ou com papel reciclado. Todo esse material plástico foi enviado para reciclagem e a rede agora avalia o impacto ambiental dos itens que passa a adquirir para operação das lojas.

A MegaMatte, do Rio de Janeiro, é um exemplo diferente, já com um norteador claro: o comércio justo. Em busca de certificação internacional, a rede trabalha com fornecedores homologados e franqueados que tenham o mesmo desejo de fazer parte de uma cadeia produtiva que preserva o meio ambiente e valoriza o trabalho humano.

Todas essas iniciativas são tangíveis. Essas empresas e outras não só estão na rota da sustentabilidade como também estão se posicionado no mercado por conta dessa atitude. Se o empreendedor tem uma ideia otimista, com alma, e que consiga engajar todos ao redor, ele está no caminho de criar algo único. Para se tirar uma boa fotografia, Cartier Bresson dizia que era necessário colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.

O pequeno também tem que ter essa habilidade. A cabeça representa a lucratividade; o olho é o senso de oportunidade de enxergar a sustentabilidade como uma oportunidade e um diferencial; e o coração é o que une e cria sinergia em torno de um ideal. O prêmio Afras, que será no final de maio, vai nos trazer mais exemplos que apresentaremos com exclusividade aqui no site.

* Claudio Tieghi é presidente da Associação Franquia Sustentável e diretor de Sustentabilidade do Grupo Multi

 
Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI232868-17141,00-ACOES+CRIATIVAS+EM+PROL+DA+SUSTENTABILIDADE.html

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Imagens atrapalham eficácia do e-mail marketing

Em entrevista exclusiva, especialista explica a melhor forma de usar ferramenta

 

Juliana Bacci
 
A terceira edição do EMM Brasil (E-mail Marketing Brasil) acontece no Sheraton WTC, em São Paulo, no próximo dia 24. Promovido pela Dinamize, o evento tem como principal objetivo discutir, por meio de palestras e apresentação de cases de sucesso, ações de marketing atreladas ao contexto da internet e das redes sociais.

Na ocasião, Rodrigo de Almeida, diretor comercial da Dinamize, ministrará a palestra “Tendências e novidades do E-mail Marketing no Brasil e nos EUA”, que abre o encontro. Em entrevista exclusiva, Almeida adiantou o assunto aos leitores do site de Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Confira:

Qual é a principal diferença entre o uso do e-mail marketing no Brasil e nos EUA?
Os dois países usam muito o e-mail como ferramenta de marketing, mas a diferença está na qualidade do serviço. O Brasil está uns dois anos atrasado em relação ao e-mail marketing americano. Em 2007, 23,5% das vendas online realizadas nos EUA foram fruto do e-mail marketing. Em 2009, essa relação aqui no Brasil não passou de 15%. Mas nosso país está evoluindo rapidamente.

Quais são os erros mais frequentes cometidos pelos brasileiros ao usarem o e-mail marketing?
Os brasileiros ainda trabalham muito com imagens, o que inviabiliza muitas mensagens. Se a imagem não abre, as pessoas não conseguem saber sobre o que se trata aquele e-mail e, automaticamente, o deletam. Muitos são filtrados como spam. É bom evitar palavras como “grátis”, “promoção”, “clique aqui”, “sexo” e “Viagra”. Todas elas afastam os clientes.

Como é o e-mail marketing ideal?
O segmentado. Aquele que é direcionado para um público específico, que deseja receber aquela mensagem. Não adianta continuar mandando e-mail para uma pessoa que, há meses, deleta, automaticamente, sua mensagem.

De que forma o e-mail marketing pode contribuir com as empresas?
Quando bem trabalhado, o e-mail marketing é uma importante ferramenta de conhecimento dos clientes. Você sabe quem é aquela pessoa, o que ela quer e quando quer.

As inscrições para o evento podem ser realizadas no site:
www.emmbrasil.com.br.




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Empresas investem em feiras on-line para atrair clientes de regiões diversas

Economia de tempo e de dinheiro é apontada como principal vantagem da ferramenta

Por Juliana Bacci

Expor produtos e serviços em uma feira de negócios exige planejamento, tempo e dinheiro. Neste contexto, cresce o número de empresas que adquirem espaços em feiras on-line, a fim de interagir com seus mercados-alvo. Há também as que optam pelo novo modelo como forma de prolongar o contato com potenciais clientes após o término de uma feira física.

Editora Globo
Pavilhão de entrada das feiras virtuais promovidas pela Integra Global. (Foto: Reprodução)
 
A ferramenta, desenvolvida pela Integra Global, está disponível no Brasil há cerca de um ano e já promoveu dez feiras virtuais. Para adquirir um espaço em uma feira on-line, as empresas interessadas devem fechar um contrato mínimo de três meses com a Integra. O preço dos estandes varia de R$ 500 a R$ 2 mil por mês, dependendo do tamanho e das ferramentas disponíveis no espaço. Alterar cores de pisos e paredes, bate-papo, além do upload de fotos e vídeos são algumas das facilidades promovidas pelo software, que já está em sua terceira versão. “Nossos espaços funcionam como pecinhas de Lego”, explica Aquiles Gonzales, diretor da Integra, referindo-se à montagem flexível dos estandes.

Mas não é apenas na montagem que as feiras virtuais apresentam vantagens em relação ao modelo tradicional de negócios. Renato Autilio, diretor de marketing da Salvapé, distribuidora de balanças, termômetros e medidores de pressão da Microlife no Brasil, aponta a comodidade como fator determinante no sucesso da ferramenta. “Meu produto é voltado para gestantes, mas não preciso obrigar a futura mamãe a andar durante horas para visitar meu estande e conhecer outros pavilhões”, ressalta Autilio, que tem um estande na feira virtual Expobaby. A economia com a equipe de vendas também é destacada pelo diretor como vantagem: “A feira on-line é uma forma inteligente de apresentar meu produto. Gasto, em média, R$ 30 para chegar ao meu cliente enquanto que a prospecção de um vendedor gira em torno de R$ 150”, avalia.

Já Eline Lee, gerente de marketing da MAM, que produz artigos para bebês como chupetas e mamadeiras, também expositora na Expobaby, destaca a redução de custos com deslocamento, tanto da equipe da empresa quanto dos clientes, como facilidade para o negócio. “Apesar de reduzir o contato pessoal, a ferramenta on-line amplia o acesso dos compradores aos nossos produtos. Eles visitam os estandes na hora que lhes convém, quantas vezes forem necessárias”, diz. Apesar de estar no ar há menos de uma semana, a Expobaby já rendeu à MAM contatos de potenciais compradores.
Editora Globo
Estande da empresa de artigos para bebês MAM, que participa da Expobaby. (Foto: Reprodução)
 
Após um breve cadastro gratuito, qualquer pessoa pode percorrer os pavilhões das feiras virtuais. O número de acessos é ilimitado. “Além de ligar empresas a clientes de qualquer região do país e até do exterior, 24 horas por dia, a ferramenta contribui com o desenvolvimento de uma economia sustentável”, conclui Gonzáles. Para o segundo semestre de 2011, a Integra Global já organiza o início de mais duas feiras virtuais no Brasil.



domingo, 15 de maio de 2011

Empreendedor, você é um maluco

(Foto: Shutterstock)
(Foto: Shutterstock)

Se você é um empreendedor, deve ter ouvido muito a pergunta: você está doido? A verdade é que os empreendedores não são muito normais. Segundo o psiquiatra americano John D. Gartner, da prestigiosa John Hopkins Medical School, os empreendedores – especialmente os de tecnologia – têm uma disfunção psiquiátrica chamada Hipomania. Ela pode ser reconhecida pela hiperatividade, tagarelice, diminuição da necessidade de sono, aumento da sociabilidade, desejo por atividades físicas e prazerosas, aumento da libido e muita impaciência. A Hipomania, diz Gartner, pode ser um dos motivos do sucesso dos empreendedores.

“Os hipomaníacos são carregados com uma energia contagiante, têm confiança irracional e ideias grandiosas. Eles pensam, falam e tomam decisões rapidamente. A seu ver, qualquer um que tente diminuir seu ritmo com perguntas simplesmente não entende nada”, diz Gartner

No plano dos negócios, esse exagero pode ser uma vantagem. O humor elevado do hipomaníaco é capaz de inebriar a si mesmo e a outras pessoas, deixando todos com sensação de poder e capacidade de realizar tarefas.  Essa excitação motiva as outras pessoas a se empenharem mais e geralmente conduz ao sucesso da empreitada.

A capacidade de correr riscos talvez seja a característica hipomaníaca mais marcante nos empreendedores. Em vez de desilusões e inseguranças, o hipomaníaco/empreendedor confia que seu produto é tão atraente que ele vai inspirar pessoas a apostar fortunas em algo que ainda não existe nem nunca foi vendido.
Gartner, que é também autor do livro Hypomaniac Edge (Limite Hipomaníaco),  diz que, apesar da probabilidade de muitos empreendedores terem hipomania, eles não são considerados pacientes mentais. “Há diferentes ‘níveis de loucura’. Se você é um maníaco, vai pensar que é Jesus. Se é um hipomaníaco – uma gradação bem mais leve – vai pensar que é o presente de Deus para os investidores de tecnologia”, afirma.

Muito interessante tudo isso, mas que serventia têm todas essas informações? Autoconhecimento é uma delas. Entender os padrões de comportamento pode ajudar a fortalecer aqueles positivos e amenizar os negativos. Paixão, empenho e confiança são fundamentais, mas devem ser equilibrados com toques de realismo. Ou não. Se é para correr riscos, melhor não ter amarras? Cada um tem sua própria resposta. O mais importante é saber detectar as atitudes prejudiciais. Os hipomaníacos têm o costume de acusar de perseguição aqueles que discordam deles. Muitas vezes são arrogantes demais. O retrato parece um pouquinho com o Mark Zuckerberg pintado no filme a Rede Social, não? E você, empreendedor, como se percebe?

Para ajudar na tarefa, Gartner fez uma pesquisa com empreendedores e perguntou quais sintomas de hipomania eles percebiam em si mesmos e em seus pares. Eis o que empreendedores e hipomaníacos têm em comum:
1 – São cheios de energia
2 – Transbordam ideias
3 – São focados, incansáveis e incapazes de ficar quietos
4 – Canalizam a energia para conquistas de grandes ambições
5 – Geralmente trabalham com pouco sono
6 – Sentem-se brilhantes, especiais, escolhidos e até, talvez, destinados a mudar o mundo
7 – Podem ser muito eufóricos
8 – Irritam-se com os menores obstáculos
9 – São tomadores de risco
10 – São intensos na vida pessoal e profissional
11 – São impulsivos sexualmente
12 – Podem agir impensadamente, com dolorosas consequências
13 – Falam rápido
14 – São divertidos, espirituosos e agregadores de pessoas
15 – Têm uma confiança que os torna carismáticos e persuasivos
16 – São mais inclinados a fazer inimigos e a se sentir perseguidos por aqueles que não aceitam seu ponto de vista

Fonte: http://www.papodeempreendedor.com.br/recursos-humanos/empreendedor-voce-e-um-maluco/

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Editora fatura publicando livros de autores desconhecidos

A Multifoco se firmou no mercado editorial ao dar a escritores desconhecidos a oportunidade de publicar suas obras de graça. A editora, que já tem 500 lançamentos no catálogo, faturou R$ 1 milhão em 2010

                                por Ana Cristina Dib
Marcelo Corrêa  
 
"A ideia de abrir o negócio surgiu do trabalho de conclusão do curso de jornalismo do Leonardo Simmer, um dos meus sócios. Nosso sonho era montar uma editora voltada para escritores desconhecidos que topassem publicar suas obras em tiragens pequenas, com cerca de 50 exemplares. Começamos trabalhando em casa, em 2007. Gastamos R$ 500 para fazer a primeira edição. Os cem livros produzidos foram vendidos e quadruplicamos a quantia investida. Percebemos que nosso lucro viria do giro: o segredo era não ter material encalhado. Quando a empresa começou a decolar, em 2008, compramos, por R$ 300 mil, uma casa na Lapa, no Rio de Janeiro. Hoje o local abriga o escritório e um bar onde acontecem os lançamentos dos livros. Recebemos mensalmente cerca de 80 textos para análise. Destes, os 30 melhores são publicados — já lançamos 500 obras. Nosso diferencial em relação às outras editoras é oferecer o serviço de graça aos autores. Eles levam também uma comissão, que varia entre 5% e 15% por livro vendido. Fomentar a cultura e dar oportunidade a escritores que talvez jamais teriam a chance de ver suas obras impressas é o nosso principal objetivo. Alguns autores começam conosco e depois conseguem deslanchar.”
MULTIFOCO
Quem são: os amigos Leonardo Simmer, 29 anos (à esq. ), Marcelo Pinho, 30 (à dir. ), Thiago França, 29, Vitor Martins, 28, João Amorim, 26,e Bruno Miranda, 30
O que fazem: publicam livros de autores desconhecidos em tiragens pequenas

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI223602-17192,00-EDITORA%20FATURA%20PUBLICANDO%20LIVROS%20DE%20AUTORES%20DESCONHECIDOS.html

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cinco tecnologias que transformam os negócios



Esteja atento (a) a cinco tecnologias que vêm transformando os negócios

Além da internet como ferramenta de relacionamento com o cliente, vale ressaltar o potencial de tecnologias emergentes, como cloud computing, redes sociais, mega-armazenamento de dados, softwares inteligentes e todas as aplicações do uso de telefonia móvel, por exemplo.

“O mercado ainda está em fase de investimento e adaptação às tecnologias disponíveis para transformar os negócios e passar a atuar num patamar mais elevado. Ainda falta quebrar a barreira do desconhecimento do enorme potencial das ferramentas disponíveis às empresas hoje em dia”, diz o executivo.

Na opinião de Sena, quando o gestor mergulha no universo das possibilidades tecnológicas e passa a explorar novos modos de fazer a empresa prosperar, percebe rapidamente que está no caminho certo.

“Entre as principais missões das tecnologias emergentes está a capacidade de gerenciar o relacionamento com clientes, o capital e os investimentos realizados, além de utilizar as informações a favor do crescimento da empresa, ganhando mercado de uma forma nunca antes experimentada em tão curto espaço de tempo”.

Ezequias Sena destaca as
cinco tecnologias que transformam os negócios:

1. Internet como ferramenta de relacionamento com o cliente. “A internet aproximou as pessoas de forma antes impensada. Nunca foi tão rápido e fácil compreender o que o cliente necessita, deseja e em que está disposto a investir. Sem dúvida, hoje é mais rápido o processo de fidelizar consumidores de produtos e serviços utilizando a internet e tecnologias relacionadas.”; 

2. Cloud Computing. “A estratégia da computação na nuvem é permitir que se tenha acesso aos dados da empresa em que se trabalha de forma remota. Essa possibilidade vem se fazendo presente cada dia mais e está revolucionando não só os negócios, mas o próprio ambiente de trabalho. Ao invés de se apoiar num software, os recursos disponíveis no computador contam com respaldo de um programa instalado em algum lugar na internet, num servidor por sua vez instalado em um Data Center, gerenciado por especialistas em tecnologia. Esse tipo de nuvem também é classificado como ‘on demand’ ou SaaS (software as a service).”;

3. Redes Sociais. “Não há como ignorar a revolução que vem sendo empreendida pelo Facebook, Twitter, Orkut e todas as demais comunidades que atraem cada vez mais pessoas para a conexão em rede. As empresas devem aprender a tirar mais proveito desse networking em benefício próprio, ativando seus canais de marketing e de recrutamento de mão de obra especializada. Essas ferramentas certamente contribuem não só para o crescimento profissional e pessoal, mas também para melhorar a comunicação das empresas com todos os seus stakeholders, resultando em mais e melhores negócios”; 

4. Data Center terceirizado. “A decisão de terceirizar o banco de dados deve representar um plus no valor percebido da empresa. A terceirização propõe uma mudança não só estrutural, como cultural. Repensando sistemas e controles, a empresa passa a concentrar esforços em seu core business, no seu próprio negócio. Entre os principais ganhos com a terceirização de um Data Center estão a economia de esforços envidados para treinamento, infraestrutura                    e tecnologia – além de recursos com encargos trabalhistas; mais foco no plano estratégico de reengenharia de processos; e maior controle sobre as decisões estratégicas, permitindo estreitar relações com clientes e fornecedores.”

5. m-Commerce. “A revolução da telefonia móvel vem causando alvoroço em vários setores da economia, principalmente naqueles que têm o consumidor final como seu público-alvo. Para as empresas que se utilizam da internet como ferramenta comercial, o grande desafio é oferecer condições ideais – ou seja, com agilidade, facilidade e segurança – para que o acesso do usuário à internet por meio do aparelho celular seja um convite à repetição. No Brasil, houve crescimento de 40% no comércio eletrônico entre 2009 e 2010. A tecnologia 3G, que permite acesso à internet via telefone celular, já representa 11% dos aparelhos – que somam mais de 200 milhões. Trata-se de uma tendência que vai pegar”.

Ezequias Sena (Presidente da Online Brasil (http://www.onlinebrasil.com.br/), empresa que atua há 18 anos na indústria de TI e tem foco em Data Center Inteligente)

Portal HSM
06/05/2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Os negócios do amanhã


Um bar no qual o preço das bebidas alcoólicas sobe e desce de acordo com o número de pedidos; uma rede social onde os usuários se unem para ganhar até 50% de desconto em compras; uma loja que dá todos os produtos de graça; uma franquia de padarias que se instala em locais pouco usuais, como shoppings e hospitais; um site em que clientes dão notas para os seus advogados; uma rede de lojas de surfe que premia os clientes com banhos de água doce. Surpreendentes empreendimentos como esses vêm surgindo com força. Acompanham as transformações cada vez mais rápidas do comportamento do consumidor e as mudanças alucinantes da tecnologia. Para ajudá-lo a criar ou tornar um negócio antenado - e lucrativo -, identificamos dez tendências de mercado: 1) o luxo deu espaço ao exclusivo: o cliente quer se sentir especial; 2) fazer o bem é muito valorizado; 3) hoje há muitos recursos para pesquisar - e economizar; 4) as pessoas querem estar juntas e compartilhar tudo; 5) interatividade é o grande barato do momento; 6) o consumidor está impaciente e imediatista; 7) não dá mais para disfarçar: o produto ou serviço tem que ser realmente útil; 8) as empresas precisam ser transparentes, abrir o jogo; 9) bem-estar, equilíbrio: todo mundo quer ser feliz; 10) em um mundo conectado, onde ficam as referências? Natural haver uma volta às raízes. A melhor maneira de traduzir essas dez tendências (e 15 subtendências) é mostrar como 70 empreendedores no Brasil e no mundo estão conseguindo ganhar dinheiro com isso. Inspire-se.



Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI138591-17192,00-OS%20NEGOCIOS%20DO%20AMANHA.html


terça-feira, 3 de maio de 2011

O que o cliente espera de um bom vendedor?


A negociação precisa ser boa para os dois lados. Vendedor e cliente precisam ganhar na mesma proporção, ainda que a moeda seja diferente
Tenho observado na área comercial que os sales managers se preocupam em oferecer aos seus profissionais de vendas treinamentos, muitas vezes longos e desgastantes, sobre seus produtos e/ou serviços. Há, assim, um grande problema.

Orientados por tal estratégia, os gestores visam reforçar as características e qualificações do produto e/ou serviço, massificando tais profissionais a obterem todo o seu conhecimento, ao invés de treiná-los para entenderem a fundo a utilização do mesmo. Por obterem um feeling mais apurado, os vendedores mais intuitivos já seguem o melhor caminho e esta qualidade os permite posicionar seus produtos como verbos, não como substantivos.

Este tipo de venda, baseado na necessidade do cliente, onde o vendedor consegue ajudar o comprador a atingir uma meta, resolver um problema ou satisfazer uma necessidade, altera todo o conceito obsoleto que ainda é muito empregado pela área comercial das empresas. Os profissionais de vendas convencionais tendem a dar opiniões aos seus clientes, ao passo que os vendedores centrados no próprio cliente têm a tendência de elaborar e fazer perguntas relevantes.

Um simples case pode ilustrar o que estou abordando. Em minha época de hunter, ligava para um prospect constantemente e falava sobre as características do meu serviço, seus diferenciais e recursos, o importunando com informações sem entender o que o serviço ofereceria de vantagem para ele. Foram três meses de ligações, até que um dia obtive uma grande resposta, simples e educativa:

- Primeiramente preciso que você otimize meus custos e desmembre minha fatura por centro de custo. Quando as faturas chegam a minhas mãos, tenho que separá-las uma a uma e debitá-las nos respectivos centros. Se você conseguir me enviar separadamente, já facilitará muito o meu dia a dia.

Em suma, ao invés de enchê-lo com informações muitas vezes desnecessárias, consegui que me falasse o que realmente o faria comprar meu serviço. Além de efetivar a venda, ganhei sua credibilidade. Até hoje ele é meu cliente e costuma indicar meus serviços para diversas empresas.

Outro exemplo clássico e simplório nos ajuda a entender esta relação. A maioria das pessoas não gosta que digam a elas o que precisa ser feito, tampouco gosta que a controlem e muito menos pressionem. Assim também são os compradores.

As avaliações que fiz servem para alertar os gestores a fazer com que as empresas repensem o objetivo dos seus treinamentos. Os profissionais de vendas não podem somente ter foco no relacionamento com os clientes ou nas características de seus produtos. As corporações precisam treinar seus vendedores para focarem na real solução para a necessidade do cliente.

Surama Ozório (Gerente Nacional de Vendas da ClaireConference, empresa que oferece avançadas soluções de tele e web conferência para 154 dentre as 500 maiores companhias do Brasil)

Portal HSM
02/05/2011