quarta-feira, 30 de março de 2011

Diferencie seu ponto de vendas, fortaleça sua marca e conquiste clientes.




O consumidor quer ser tratado como alguém especial, em um ambiente arquitetonicamente interessante, com aspectos de entretenimento e conforto, com funcionários educadíssimos e que saibam tratar uma pessoa com a medida exata de intimidade e respeito”. (Revista Científica UFPA)



Inúmeras pesquisas comprovam que consumidores são persuadidos à compra pela “experiência de compra”, ou seja, pelo momento, pela fantasia proporcionada nesse momento. Preço e qualidade deixam de serem diferenciais, sendo o básico, o mínimo esperado por qualquer cliente.
 
Atrair a Atenção, o Interesse, o Desejo e a Ação de compra requerem atitudes distintas e criativas por parte das empresas. Nesse processo, primordialmente, faz-se necessário o treinamento e desenvolvimento de toda a equipe, focando sempre, a plena satisfação dos clientes. 

Quando se fala em atendimento, existe uma busca incessante por parte do meio empresarial para encantar seus clientes, porém, o que se percebe no dia-a-dia é um elevado percentual de insatisfação e decepção por parte dos consumidores. Falta um relacionamento mais aproximado para com o eles, um atendimento mais customizado focado no perfil de cada um. Atendentes não olham nos olhos de seus clientes para perceberem o que realmente necessitam, não conseguem aproximarem-se de forma adequada, de gerar a tão sonhada satisfação de suas reais necessidades e desejos.

Para atender aos anseios de compras dos novos consumidores, as empresas devem proporcionar momentos únicos e mágicos, de forma, a despertarem o desejo de consumo. Para que isso aconteça, é vital, uma enorme dose de inovação, assim como, de uma generosa pitada de criatividade.

            Vender produtos já não basta, é necessário criar “experiência de compra”, gerar prazer no ato de adquirir mercadorias ou serviços, é essencial que, o ato de aquisição, seja surpreendente e inesquecível. Uma forma de extrapolar as expectativas do cliente, de tornar a compra algo único e encantador é recorrer aos sentidos, ou seja, sinestesia. Consumidores necessitam sentirem-se parte do ambiente, do que ele simboliza por meio do olfato, da visão e até mesmo, pela degustação.

            O Boticário, por exemplo, visa mais do que vender produtos, almeja comercializar sonhos, e, para isso, apresenta estratégias mais elaboradas, inspiradoras, que despertam em seus consumidores, o desejo, de sentirem-se, parte da marca.  Isso, apenas é possível, pela atenção especial, dedicada ao ponto de venda, de forma a provocar nas pessoas, o estímulo dos sentidos (tato, olfato e visão).


            A atuação do Boticário foca estimular o consumidor a entrar, tocar e provar seus produtos sem a interferência do vendedor. Para isso, conta com fachadas e vitrines atrativas, com ambiente interno que estimule a permanecer no ambiente, aumentando a probabilidade de compra e venda.

            Assim como no exemplo citado, sua empresa pode obter resultados positivos sem gastar muito. Confira algumas dicas:

·         Localização – Instale sua empresa em pontos de fácil localização, visualização, acesso e conforto. Investigue aspectos relevantes para seus clientes, tais como, estacionamento, proximidade de seu trabalho, etc.
·         Fachada – Capriche no visual de sua fachada. Ela é o seu cartão de visita. Valorize-a! Mostre que você é bom a partir dela. Utilize cores ligadas à sua atividade, caso possuir dúvidas, pesquise o significado das cores.
·         Vitrine – Pode ser pequena, contudo, deve ser atraente. Preocupe-se com a posição, organização, exposição e visibilidade.
·         Iluminação – Facilite a visualização de seus produtos. Falta de iluminação representa tristeza na percepção do consumidor. Pouca iluminação significa pouca atratividade do ambiente. Existem alternativas sustentáveis e baratas para clarear seu ambiente: janelas e portas grandes e de blindex, telhas transparentes, cores claras refletem luz e ajudam na iluminação, entre outras alternativas.
·         Layout - Disposição adequada de móveis, produtos, utensílios, ou seja, tudo que se encontra disposto na loja. Um bom layout significa o casamento da estrutura física, a entrada de matérias-primas, sua produção e boa circulação de pessoas.
·         Exposição dos produtos – A exibição dos produtos deve ser devidamente planejada, destaque seus produtos de forma a atrair a atenção, o interesse, o desejo e a ação de compra.
·         Uniformes dos atendentes – A apresentação dos funcionários pontua na construção de uma imagem positiva da empresa. Identifique seus funcionários, prefira cores e formas ligadas à sua atividade e marca. Cuidado com exageros.
·         Comunicação Interna – Mantenha sua empresa sinalizada, facilite o acesso das pessoas. Identifique sessões, departamentos, etc. Pense em cartazes com linguagem simples e direta para atrair a atenção e despertar a ação de compra.
·         Serviços – Agregue valor para seu cliente, ofereça mais do que ele espera (café, água, suco, espaço para descanso, atendimento vip, brindes...).

Faça sua loja falar sozinha. Crie, proporcione um ambiente que conte uma história.  Permita que seus clientes compreendam os valores de sua empresa. Utilize a criatividade, desperte a curiosidade, aguce os sentidos, desperte os desejos em seus clientes e alavanque de forma excepcional em suas vendas. Pense nisso!


Por Rosangela Andreazza

sexta-feira, 25 de março de 2011

Varejo fora da caixa

Você não vai mais vender. É o consumidor quem vai comprar. A tecnologia coloca o poder nas mãos do cliente. Seja ágil, maleável, honesto, útil, interativo, cooperativo, encantador, lúdico, altruísta. Ufa! É bom ir se acostumando com as tendências que despontaram no principal evento mundial sobre o assunto, o NRF Retail’s Big Show

 

 O consumidor ganhou superpoderes. Pesquisa e localiza o que quer levar para casa, escolhe e paga em um clique, partilha experiências e promoções e até mesmo cria produtos e serviços. De um smart-phone, tablet ou notebook, enfim, controla o que as empresas vão vender. “Não são mais as empresas que decidem, e sim os clientes que recebem o que desejam de bandeja”, diz Liana Bittencourt, sócia-diretora do Grupo Bittencourt.

Em janeiro, Liana liderou um grupo de empresários filiados à Associação Brasileira de Franchising (ABF) para uma visita ao principal encontro mundial de varejo, o NRF Retail’s Big Show, organizado há cem anos em Nova York pela National Retail Federation. Representantes das maiores redes de lojas do planeta, especialistas e negociadores de 16 países mostraram como a tecnologia digital está transferindo o poder de fabricantes e lojistas para compradores. Do Brasil, participaram 1.400 pessoas, um número 75% superior ao do ano anterior. Foi a maior delegação estrangeira no evento.

Vitrines interativas, desenhos de produtos em 3D, outdoors digitais. São cada vez mais recursos que permitem amplificar a experiência de consumo, nem todos, ainda, a custo acessível. “Essas ferramentas transformam o ponto de venda em um verdadeiro palco, onde o processo de compra vira quase um espetáculo com roteiro”, afirma Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto. Adotar essas tecnologias será inevitável, mas o maior desafio será usá-las em harmonia com o novo comportamento dos consumidores. “As marcas vão ter de aprender a se relacionar como, quando e onde o cliente quiser”, afirma o sócio-fundador da consultoria Praxis Education, Adir Ribeiro. Para você entender o que está mudando e como deve se posicionar, detectamos e apresentamos a seguir oito tendências que despontaram na NRF e mostramos exemplos de varejistas que saíram na frente e servem de benchmark.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI208507-17171,00-VAREJO%20FORA%20DA%20CAIXA.html


quarta-feira, 23 de março de 2011

Infográfico: o que funciona em cada rede social na hora de trabalhar sua marca


No atual labirinto de sites de mídias sociais, você sabe o melhor caminho a ser tomado para trabalhar sua marca? Sabe o que realmente funciona em cada um deles?

Se você trabalha com essas ferramentas, sabe que nem toda estratégia funciona para todas elas. O site de marketing CMO criou um infográfico com os principais sites e listou o que funciona, o que funciona mais ou menos e o que não funciona, para diferentes áreas do marketing. Por exemplo:

Facebook
Comunicação com o consumidor: Funciona! Um portal de comunicação central e aberto, o Facebook é o lugar em que as empresas querem estimular interações. Positivos ou negativos, as corporações podem conseguir feedbacks de seus consumidores depois de transmitir suas mensagens.
Exposição da marca: Funciona! Possuir uma fan page permite que a empresa apareça em outras páginas relevantes de assuntos correlatos.
Gerar tráfego para seu site: Funciona “mais ou menos”! Para muitos sites, o Facebook se tornou uma das principais fontes de tráfego, mesmo que o “potencial viral” dessa rede social seja bem baixo.
Otimização para mecanismos de busca (SEO): Não funciona! Sites de pesquisas como Bing e Google indicam que estão usando algoritmos apontando para o Facebook, mas os links são do tipo “nonfollow”, o que significa que eles não ajudarão para uma melhor colocação dentro das pesquisas dos internautas. O benefício nas buscas é baixo.

Twitter
Comunicação com o consumidor: Funciona! O Twitter é o site de mensagens perfeito para se comunicar com seu cliente. O sistema é rápido e direto, permitindo um monitoramento simples e fácil administração das conversas.
Exposição da marca: Funciona! Não é o que você anda escrevendo no Twitter que expõe sua marca, mas aquilo que você consegue fazer com que os outros escrevam sobre você. Conseguir retweets e interações pode fazer mais pela exposição da marca do que qualquer outra rede social.
Gerar tráfego para seu site: Funciona “mais ou menos”! O exagero de ruído – excesso de mensagens – e spams prejudicaram a habilidade do Twitter de aumentar as visitas para o site da empresa. No entanto, é uma ótima ferramenta para auxiliar a geração de tráfego de outros sites, como Digg e Facebook.
Otimização para mecanismos de busca (SEO): Funciona “mais ou menos”! Assim como o Facebook, o Twitter foi escolhido como componente social dos sites de busca Google e Bing. Infelizmente seus links são do tipo “nofollow”. Muitos esperam, porém, que o componente social se torne mais proeminente com o passar do tempo.

domingo, 20 de março de 2011

Os novos negócios do novo Brasil

por Mariana Iwakura e Thiago Cid

O perfil demográfico do país mudou. Isso significa desejos e oportunidades para empreendimentos inéditos. Seja um visionário, saia na frente

Não faz muito tempo, seria impossível imaginar pessoas idosas morando em hotéis de luxo. Tampouco passava pela cabeça dos pais a ideia de pagar pequenas fortunas para que seus filhos frequentassem academias de ginástica. Uma nova geração de profissionais e mães modernas, que delegam tarefas domésticas a secretárias virtuais, também estava fora do set de imagens da sociedade. Mas o fato é que todos esses novos nichos de consumidores já estão entre nós. Eles traduzem o contínuo movimento de mudança demográfica registrado no país nos últimos anos. As curvas que um dia fotografaram um país jovem hoje mostram outras feições, a exemplo do crescimento da população de idade madura, um número menor de filhos, mais gente vivendo sozinha, mulheres mais bem preparadas trabalhando fora de casa, mais casais com renda dupla e sem filhos, e o ingresso de novos membros à classe C. Todas essas transformações, ainda em curso, começam a ser captadas por empreendedores. Atentos ao futuro, eles vêm criando produtos e serviços que atendem às necessidades e desejos desse novo público. Na opinião do professor de inovação e competitividade da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda, esta é a hora ideal para inventar e adaptar empreendimentos condizentes com esse cenário: “É um momento interessante para lançar negócios nesses ramos emergentes porque ainda há poucos players no mercado”. Com base em dados colhidos nas últimas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e em exaustivas análises de especialistas no assunto, Pequenas Empresas & Grandes Negócios mapeou ideias e oportunidades em seis tendências que já despontam com força no Brasil e no mundo. Para você se inspirar — e ganhar dinheiro bem antes da concorrência.

Claus Lehmann

quinta-feira, 17 de março de 2011

Empresa investe em e-books interativos para o público infantil

Divulgação

Editora já conta com mais de 36 títulos

Da Redação



A Qbooks inovou e está investindo em e-books interativos voltados para o público infantil. A empresa disponibiliza os novos produtos como e-books e também como aplicativos para iPhone e iPAD, todos com recursos educativos, como textos que destacam as palavras e os sons tocados.
Os livros também permitem que os usuários personalizem suas histórias, pintando as ilustrações ou registrando narrativas com a própria voz, por exemplo. Ao todo, a editora comercializa 36 títulos, todos desenvolvidos pela empresa Kiwa, localizada na Nova Zelândia.


Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/1,,EMI218822-17180,00.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

New Ventures: idéias sustentáveis se tornam negócios

Planeta SustentávelNos últimos quatro anos, 41 soluções em sustentabilidade obtiveram consultoria do programa New Ventures, do Centro de Estudos em Sustentabilidade, da FGV, para construção de planos de negócios consistentes e apresentação dos novos empreendimentos a investidores


Enquanto, nos Estados Unidos, o sistema de venture capital ou capital de risco é uma realidade bastante presente, no Brasil estamos dando os primeiros passos nesse sentido. Em vez de pegar um empréstimo no banco - a juros altos e ainda com exigências que a empresa nem sempre é capaz de cumprir -, alguns empreendimentos preferem receber dinheiro dos investidores de risco, que apostam no negócio, podem compartilhar contatos e fornecer dicas de gestão (já que estão há mais tempo no mercado) e dividem lucros ou prejuízos. Para os investidores, é mais interessante aplicar seu dinheiro em negócios promissores do que se contentar com rendimentos bancários.

A lógica do programa New Ventures, uma iniciativa da ONG americana WRI World Resources Institute, é auxiliar negócios que apresentem soluções em sustentabilidade a constituírem um bom plano de negócios, de modo a atrair esses investidores de risco. No Brasil, o programa existe desde 2004, está sob direção do GVces Centro de Estudos em Sustentabilidade, da
FGV Fundação Getúlio Vargas, é co-idealizado pelo Banco Real e tem o apoio da Natura.
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André Carvalho, coordenador do programa New Ventures

Segundo André Carvalho, coordenador do programa, há uma lacuna no entendimento da sustentabilidade como empreendimento. Desde o século passado, existe uma demanda por negócios que produzam energia mais limpa, proporcionem mais eco-eficiência e soluções que utilizem recursos renováveis e de maneira mais racional", explica. "A sustentabilidade gera oportunidade de negócios para as empresas, mas a maioria ainda não se convenceu disso. E ainda há uma crença de que isso é apenas para grandes empresas e muitas delas se perguntam se não é melhor crescer primeiro para, depois, pensar no assunto.

Normalmente, os empreendimentos que trabalham com inovações em sustentabilidade não possuem um modelo de negócios adequado às exigências do mercado. Por isso, a idéia do New Ventures é ajudá-los a se tornar economicamente viáveis. Hoje, destinam-se muitos recursos para fundações, ONGs e OSCIPs, mas os empreendimentos ainda têm dificuldades de encontrar recursos. São poucos os que olham para essa turma e, se a idéia é exótica, isso se torna ainda mais difícil. O New Ventures trabalha com negócios no papel ou em operação e não com projetos e ajuda os empreendedores a reconhecerem o negócio que têm em mãos, diz André.

ETAPAS E CRITÉRIOS

Inicialmente, há uma chamada para negócios, que busca identificar empreendimentos sustentáveis que têm condições de receber investimentos. Em seguida, são realizados workshops em algumas cidades brasileiras no ano passado, em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Belém para capacitar os empreendedores a desenvolver seus planos de negócios com mais consistência.

Os melhores são selecionados a participar da etapa de mentoring, em que consultores auxiliam no aprimoramento desses modelos de negócios durante seis semanas. Por fim, é feita uma nova seleção entre os empreendimentos, para que eles participem do Fórum de Investidores em Negócios Sustentáveis. André Carvalho diz que esse é o momento em que as novas empresas se apresentam ao mercado. A partir daí, se houver interesse, os "investidores anjos", os fundos de "capital semente" e os de capital empreendedor entram em contato.

Muitos empreendedores apresentam resistência à idéia do New Ventures e outros não se adequam à proposta. Nem todos vão adiante, porque acham que a FGV quer mudar o negócio deles. Também há aqueles que não fazem sentido para o mercado. Se não existe consenso ou o negócio não é factível, não vai para a próxima etapa.

Para que os negócios tenham a oportunidade de participar desse processo de consultoria, precisam cumprir quatro critérios:

- RENTABILIDADE: a viabilidade econômica é imprescindível para que haja possíveis investidores interessados;
- IMPACTO SOCIAL E AMBIENTAL: não basta que a empresa controle seus impactos sociais e ambientais no contexto atual, ela precisa fazer uma projeção desses impactos quando adquirir proporções maiores;
- QUALIDADE DE GESTÃO, FORMAÇÃO DO EMPREENDEDOR E EXPERIÊNCIA: ainda que a empresa não apresente um plano de negócios adequado, é importante que o empreendedor tenha domínio sobre seu negócio e
- INOVAÇÃO TECNOLÓGICA: o empreendimento precisa ser inovador ao apresentar soluções que levem a práticas mais sustentáveis.

Dos 41 empreendimentos selecionados pela New Ventures nos últimos quatro anos:
- 11 estão voltados para reciclagem e reutilização de materiais;
- 11 para produtos orgânicos;
- 7 para produção mais limpa e uso eficiente de recursos naturais;
- 7 para energias renováveis e eficiência energética;
- 3 para produção florestal certificada e
- 2 para novos materiais

A prática do venture capital, no Brasil, vem crescendo nos últimos quatro anos, mas a demanda dos investidores por empreendimentos ainda é pequena. Como quase não há concorrência entre os capitais de risco, o processo de fechamento de uma parceria é lento. Até agora, foram mais de 150 consultas de investidores a empreendedores, um dos empreendimentos do portfólio New Ventures foi comprado por uma empresa maior e três receberam investimentos.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_288809.shtml

domingo, 13 de março de 2011

8 jogos que desenvolvem o perfil empreendedor

Especialistas indicam jogos que ajudam a desenvolver habilidades úteis para quem pensa em abrir um negócio no futuro.

Brincadeira de gente grande

São Paulo - Quer aprender a empreender se divertindo? Confira uma seleção de jogos feita por dois especialistas em empreendedorismo – Dalton Viesti, coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios, e Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper – que ajudam a desenvolver habilidades úteis para quem pensa em abrir um negócio no futuro. Divirta-se!


Xadrez

Com mais de um milênio de existência, o xadrez continua atual. Um dos jogos de tabuleiro mais populares do mundo, ensina o futuro empreendedor a pensar de maneira estratégica. “É um jogo que exige que você tenha uma visão global da situação e seja capaz de antecipar os movimentos do adversário”, aponta Viesti. Além disso, estimula o jogador a exercitar o risco calculado. “Às vezes você tem que ter coragem de fazer movimentos ousados para vencer”, destaca o professor.




WAR

As quase intermináveis partidas de WAR têm muito à acrescentar à bagagem de um futuro empreendedor. O objetivo final é conquistar territórios, mas para chegar lá é preciso traçar estratégias, fazer alianças e confundir os adversários. “É um jogo de estratégia. Quando bem jogado e contra jogadores experientes, é possível explorar todas as nuances de decisões que tomamos para atingir determinados objetivos”, aponta Hashimoto.



The Sims

O jogo de simulação de vidas para computador que virou uma verdadeira febre na última década ajuda a desenvolver o senso de responsabilidade do empreendedor. “O jogador tem que cumprir uma série de obrigações, entre elas a de ganhar dinheiro para sustentar a família”, observa Viesti. A série já teve até um pacote de expansão - The Sims 2: Aberto para Negócios - que permitia ao personagem criar e gerenciar seu próprio empreendimento.

Super Mario

Até os jogos de aventura para videogame, como o consagrado Super Mario Bros, tem algo a acrescentar ao desenvolvimento do perfil empreendedor.  Ao fazer com que o jogador repita várias vezes a mesma fase à exaustão até chegar ao objetivo final, ajudam a desenvolver a paciência e a persistência. “Muitos empreendedores desistem na primeira dificuldade. Neste tipo de jogo, como no empreendedorismo, só triunfa quem persiste”, destaca Viesti.


Café World

Jogos que colocam o usuário no comando do próprio negócio, como Theme Hospital, em que o usuário administra um hospital, ou RollerCoaster Tycoon, no qual a missão é construir um parque de diversões, sempre fizeram sucesso entre os jogadores. Com as versões para redes sociais, como Café World, tornaram-se ainda mais populares. Além de cuidar do próprio empreendimento, o usuário pode interagir com os amigos e observar o sucesso (ou fracasso) do negócio do vizinho. Para fazer com que o usuário volte mais vezes, os jogos sociais também colocam obrigações, como acompanhar o andamento de um prato. “É uma analogia interessante, porque como na vida real, você tem que estar presente para as coisas acontecerem.Quem é dono do próprio negócio acaba trabalhando muito mais do que um empregado”, alerta Viesti.

Championship Manager

Os softwares de gestão de times de futebol para computador, como o Championship Manager,  permitem que o jogador compre e venda atletas, escolha os campeonatos de que vai participar, gerencie treinos e escalações, defina salários e negocie transferências, atuando como treinador e presidente do clube ao mesmo tempo. “É um ótimo treino para quem vai ter que lidar com gestão de equipes e contratações no futuro”, define Viesti.


Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/8-jogos-que-desenvolvem-o-perfil-empreendedor?p=9#link