sábado, 5 de março de 2011

10 sites para encontrar imagens de graça para o seu negócio

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Os posts do seu blog, o site da empresa, o material promocional… Tudo isso precisa de boas imagens. Mas onde consegui-las? Saiba que é possível garimpar ilustrações de qualidade na internet sem pagar nada. Basta ir aos sites corretos. Neste post, listamos 10 páginas que oferecem fotos gratuitas para você usar como quiser. Aproveite!

Veer é um site que oferece fotos gratuitas e pagas. Toda semana eles selecionam algumas imagens e colocam na galeria “de graça”

Public-Domain-Photos oferece mais de 5 mil fotos gratuitas e mais de 8 mil ilustrações. Todas são de domínio público e você pode usá-las com qualquer propósito, inclusive comercial. Fique atento, no entanto, às imagens que contêm logotipos e produtos

Pixel Perfect Digital oferece fotos tiradas por fotógrafos amadores ou semi-profissionais com looks naturais – nada de modelos posando para fotos

Image After tem fotos gratuitas separadas por temas - arquitetura, indústria, natureza, etc. Mas seja cuidadoso, pois há um monte de anúncios no site incentivando o usuário a pagar por sites de fotos

Design Packs oferece pacotes de fotos gratuitos prontos para download, como o de flores e o de dinheiro

Free Range Stock é uma comunidade de fotógrafos sustentada por anúncios – os fotógrafos são pagos quando os internautas clicam nos anúncios que aparecem na tela

Cepolina é um site com mais de 16 mil imagens de viagens e natureza. Além de organizadas por categorias, as fotos também são selecionadas por cores, o que ajuda a encontrar algo que combine com o fundo do seu site, por exemplo

Stock.XCHNG foi comprado pela Getty Images, mas por enquanto ainda é de graça. São mais de 350 mil imagens de qualidade de mais de 30 mil fotógrafos diferentes

Morguefile oferece imagens de graça para uso pessoal e comercial. O site também abre espaço para que novos fotógrafos disponibilizem suas fotos ali

Toasto é um site simples de fotos gratuitas tiradas por um único fotógrafo. Você pode escolher as imagens por categorias, entre elas paisagens, flores e conceitos e ideias

Fonte: http://www.papodeempreendedor.com.br/internet/10-sites-para-encontrar-imagens-de-graca-para-o-seu-negocio/

quarta-feira, 2 de março de 2011

Aprenda a ser criativo com Ken Robinson

Para o especialista em criatividade, inovação e pessoas, o pensamento criativo não vem do esforço individual, mas do trabalho em equipe. Confira a entrevista completa.
  
Nomeado cavaleiro do reino pela rainha Elizabeth II em 2003, Sir Ken Robinson é especialista em criatividade, inovação e pessoas. Assessor de empresas e governos sobre estratégias para desenvolver a criatividade e autor de Out of our minds (ed. Capstone ) e The element (ed. Vikin g), ele diz que o pensamento criativo não vem do esforço individual, mas do trabalho em equipe
Como o sr. define o conceito “criatividade”?
Há três palavras-chave nesse assunto. A primeira é “imaginação”, a fonte de criatividade. A imaginação é nossa capacidade mais extraordinária, que nos permite trazer à mente algo que não está disponível para ser captado por nossos sentidos. Com imaginação podemos reviver o passado, assumir o lugar de outra pessoa e ter empatia com ela, ou antecipar o futuro –não prever, mas antecipar diferentes possibilidades.
Tudo o que é distintivamente humano provém do poder da imaginação. A segunda palavra é “criatividade”, que consiste em colocar a imaginação para trabalhar. Outra maneira mais formal de definir a criatividade: o processo de geração de ideias originais que tenham valor. Você pode ser criativo em matemática, música, artes, na gestão de uma empresa, na condução de uma família. Tudo é fonte potencial de pensamento criativo.
“Inovação” é a terceira palavra-chave. Significa colocar as boas ideias em prática. Muitas empresas estão interessadas em inovação, mas elas não podem inovar da noite para o dia. Antes precisam ter um processo de criatividade e, para isso, devem incentivar e promover a imaginação. Nesse ponto várias organizações e indivíduos falham: deixam de alimentar a imaginação.
Muitas vezes me pergunto como é possível incentivar a imaginação, e respondo que uma forma é com novas experiências. Se você nunca foi a uma galeria de arte, visite alguma; se nunca viu balé, assista a um espetáculo; se não costuma ir a eventos esportivos, vá a um; se sempre segue o mesmo caminho de casa para o trabalho, tente um diferente. Estimule sua imaginação com um novo fluxo de ideias.
Algumas empresas têm políticas específicas para estimular a imaginação dos funcionários, como o estúdio de animação Pixar, que criou um programa de treinamento chamado Pixar University, com palestras sobre diversas matérias realizadas nos escritórios da empresa.
Os funcionários podem passar até quatro horas por semana em qualquer curso, como os de antropologia ou egiptologia; não é necessário que o assunto esteja diretamente relacionado com seu trabalho cotidiano.
Um efeito dessa política é que ela gera um fluxo constante de novas ideias. Como é permitido freqüentar qualquer curso, funcionários de diferentes setores costumam se encontrar em seminários e conferências, o que ajuda a criar uma cultura coesa,
um sentimento comum a todos.
Mas como passar da imaginação para a criatividade e inovação?
A criatividade é um processo diligente. Você pode ser criativo em qualquer área. A Pixar é criativa no negócio do entretenimento; a Procter & Gamble, no de produtos de consumo. Sua estratégia de inovação é muito diferente da Pixar. Incentiva a colaboração entre funcionários de diferentes áreas, com a contribuição
de pessoas e pesquisadores externos. A Cisco Systems, por sua vez, forma equipes interdisciplinares, com forte ênfase na colaboração.
As empresas cujos departamentos operam de maneira isolada e onde as pessoas só falam de sua especialidade estão menos propensas a acender a centelha da criatividade do que as que incentivam o intercâmbio de ideias entre funcionários de diferentes setores e de distintas especialidades.
Em suma, para incentivar uma cultura de inovação, deve-se reconhecer que o pensamento criativo não vem do esforço individual, e sim da colaboração,
do trabalho em equipe, de combinar as ideias das pessoas.

Além das equipes interdisciplinares, algumas empresas estimulam a criatividade dando um tempo livre para que os funcionários pesquisem o que quiserem. Isso funciona?
É uma política inteligente, que dá bons resultados. A disciplina é necessária, mas são fundamentais também o descanso e as etapas de maturação, para que as ideias se desenvolvam.
Um exemplo simples: quando não conseguimos nos lembrar de um nome por mais que nos esforcemos, o melhor que podemos fazer é não pensar nisso e, meia hora mais tarde, acabamos nos lembrando espontaneamente. O pensamento intencional ocorre na parte frontal do cérebro; no entanto, ali também se formam conexões inconscientes e boa parte das ideias criativas.

Qual é o papel da emoção no desenvolvimento da imaginação?
A emoção ganhou má fama no século 18, durante o Iluminismo, quando os filósofos deliberadamente tentaram minimizar seu impacto. Com Descartes, os grandes escritores da época argumentaram que, para a aquisição de conhecimentos, temos de aplicar um rigoroso processo de raciocínio lógico respaldado por evidências empíricas.
O filósofo Hume dizia até que era preciso erradicar os sentimentos do processo lógico, porque eles distorciam a verdade. Temos vivido com essa ideia desde então. Crescemos pensando que há sentimentos de um lado e racionalidade de outro e que podemos confiar no intelecto, mas não nos sentimentos. Assim, a psiquiatria tem se dedicado a corrigir os efeitos negativos das emoções. Entretanto, as emoções também têm efeitos positivos, e cada vez mais se fala dos benefícios da felicidade.

O sr. afirma que a maioria das pessoas acha que não é criativa ou inteligente. A que atribui isso?
As pessoas têm uma visão muito limitada da inteligência, acreditando que é uma espécie de pensamento racional medido por testes de QI. Eu, ao contrário, defendo que a inteligência é muito diversificada e que existem maneiras de pensar diferentes.
Algumas pessoas pensam visualmente; outras, por meio do som ou do movimento; e outras, ainda, de forma matemática.
Os pintores têm ideias visuais; não se trata de tentar compensar a falta de habilidade verbal, nem de converter as sentenças em imagens. Os músicos escrevem textos e, em seguida, os transformam em notas musicais; eles pensam musicalmente. O cérebro humano é interativo. Fala-se muito dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro, porém a ação real acontece nas conexões entre ambos. O cérebro não é um sistema mecânico, mas orgânico. Cada pessoa tem uma forma de pensar única. As grandes equipes criativas são as que reúnem indivíduos com diferentes experiências e habilidades, e convertem essas diferenças em ponto forte. De novo, a Pixar é um bom exemplo. Organiza equipes específicas para cada projeto e as dissolve quando o projeto termina, reorganizando novos grupos para as obras seguintes. Não é por ser do cinema que ela é criativa; é por fazer isso.

Fonte: HSM Management -  Entrevista de Eduardo Braun publicada na Edição 83 – Novembro/Dezembro 2010, na página 8.

Portal HSM
02/03/2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Como entrar na mira dos recrutadores da internet?

A principal dica para quem busca emprego pela internet é se fazer presente, ou seja, divulgar seu currículo nos mais variados meios de comunicação

Profissionais que buscam novas oportunidades de trabalho já deixaram o bom e velho currículo de papel de lado. Com a internet, o foco, agora, é saber como entrar na mira dos recrutadores on-line.

"A principal dica para quem busca emprego pela internet é se fazer presente, ou seja, divulgar seu currículo nos mais variados meios de comunicação on-line, envolvendo sites pagos, gratuitos, redes e grupos sociais, blogs e sites das próprias empresas, além de utilizar os e-mails indicados por seu networking", afirma a consultora de RH (Recursos Humanos) da Catho Online, Priscila de Ponte.

Uma pesquisa realizada pela própria Catho Online em 2009, chamada "A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros", apontou que mais de 70% dos profissionais em busca de uma recolocação possuem currículo cadastrado na internet.

Nessa pesquisa, foi identificado que o networking é a principal fonte de recrutamento dos selecionadores (28% das contratações foram realizadas por esse meio). Em seguida, está a internet, com 22,3% das contratações. O uso da web vem ganhando terreno, com um acréscimo de mais de 6%, se comparado à pesquisa de 2007.

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    Networking é a principal fonte de recrutamento dos selecionadores 
Foto: iStockphoto
   


Objetivos

"Ao analisar a internet, temos que a maioria (e para alguns cargos, todas) das contratações é realizada por meio da divulgação dos anúncios de vagas em sites de vagas e currículos, seja essa divulgação feita por empregadores, por empresas de consultorias ou agências de emprego", explica Priscila.

Segundo a especialista, a proatividade é outro fator extremamente importante para o candidato que busca emprego pela internet, pois não adianta cadastrar o currículo em um site de empregos e ficar esperando que as empresas o busquem no site.

A profissional orienta ao candidato que se preocupe com questões referentes ao layout de sua página em uma rede social ou site de empregos e, principalmente, com a extensão do currículo.

"O profissional também poderá ganhar pontos positivos ao enviar uma carta de apresentação para empresas que gostaria de atuar mas que não possuem vagas divulgadas, pois, muitas vezes, as oportunidades surgem nos lugares muito antes de anunciarem as vagas", diz.

Oportunidades

A internet é uma das principais fontes onde as empresas divulgam suas vagas. Algumas vantagens em procurar emprego pela internet são: a rapidez/facilidade com que se encontra informações; a comodidade, pois o profissional envia, da sua própria conta, seu currículo diretamente para o email das empresas anunciantes; e a eficácia.

De acordo com a consultora de RH da Catho Online, a dica é buscar sites que comprovem os seus resultados, ou seja, que efetivamente mostrem que os profissionais são contratados.
 
Fonte: http://administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/como-entrar-na-mira-dos-recrutadores-da-internet/43099/

 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Conflito de gerações e coaching

Eliana Dutra, diretora executiva da Pro-Fit Coaching e vice-presidente da ICF Brasil, faz uma análise sobre como o coaching pode contribuir para minimizar o impacto do conflito de gerações.


Quando eu era adolescente, estava na moda falar de conflito de gerações. Éramos os Baby Boomers causando estranheza a nossos pais, a Geração S (Silent Generation). Lembro que, na época, ao ouvir toda aquela conversa sobre conflito de gerações pensava que estava tudo muito superestimado. Pensava: “o problema não é uma questão de geração, o problema é que nossos pais estão realmente ultrapassados”. 

O tempo passou e tive uma filha. Ela cresceu, tornou-se uma mulher e comecei a pensar que talvez meus pais não estivessem tão errados. Bem, se você tem mais de 30 anos provavelmente já conhece o resto desta história: hoje, revendo o que diziam para mim quando adolescente, percebo como eles eram sábios e o quanto tinha a aprender com eles.
Lembro também que quando a Geração X entrou na vida corporativa não se percebia grandes conflitos dentro das organizações, pois apesar deles não gostarem de regras, entendiam que as empresas eram um “mundo diferente" e ainda era a época do “manda quem pode obedece quem tem juízo”.

Atualmente, junto com as mídias alternativas do mundo da internet, está nas empresas uma nova geração: os “Y’s”, filhos da Geração X e netos dos Baby Boomers. Eles não têm medo de hierarquia, se sentem especiais e querem ser tratados como tal. São ambiciosos e como frutos da “era da informação” querem aprender cada vez mais, até porque o excesso de informação e sua fragmentação não os confundem.

No Brasil, esta geração chega ao mundo empresarial  numa década de grande crescimento do país. Em quase toda empresa ouço um Baby Boomer dizendo (com orgulho): “Na verdade, eu já estava pensando em me aposentar, mas a empresa pediu para eu ficar um pouco mais” ou “Eu já estava trabalhando em outra coisa, mas eles me chamaram de volta para trabalhar aqui”. 

Indústrias, como a Naval, por exemplo, ressurgiram com força convocando profissionais de experiência para trabalhar e liderar duas gerações muito diferentes. Não há porque se espantar que haja conflitos. 

Imagine juntar na mesma sala o sujeito da geração Baby Boomer, que abriu mão de ser hippie para sustentar a família; o cara da Geração X que pensa: “manda quem pode obedece quem tem juízo” e a garotada Y para quem é natural “falo o que penso, não importa seu cargo”. 
A primeira coisa que se ouve é a reclamação de que eles não respeitam nada. O que isso me lembra? Ah! O que é mesmo que meu avô dizia quando via chegar meu primo de cabelo comprido, sapato sem meia e camisa para fora da calça? Pois é, é a mesma história que se repete.

Mas o que tudo isto tem a ver com coaching? De acordo com a maioria das pesquisas, a questão financeira aparece como um dos três fatores mais importantes que precisam estar presentes na empresa para atrair e reter a Geração Y. Os outros dois são: aprendizagem e desenvolvimento e horário de trabalho flexível. A boa notícia é que o aprendizado e o desenvolvimento são considerados por eles ainda mais importante do que o dinheiro, o que não é de espantar já que nasceram na era da informação. 

Então, como os Y’s não têm o mesmo tipo de respeito pela autoridade das gerações anteriores, como querem ter maior responsabilidade, ter voz ativa e fazer diferença e como, por causa disso tudo, muitas vezes tomam iniciativas sem considerar a hierarquia e a experiência anterior, precisam compreender os limites do que sabem e do que ainda não sabem. 

Além disso, por terem a tendência a trabalhar cooperando uns com os outros é fácil eles perderem o foco do trabalho que precisa ser realizado e fazer só o que têm vontade de fazer. Por isso, os Baby Boomers e a Geração X precisam urgentemente de uma nova ferramenta para lidar e liderar esta turma, e a técnica de coaching é a mais recomendada.  
Aprendendo a prática de coaching, o gestor Baby Boomer, que tem a tendência de ser diretivo, aprende a ouvir as ideias e, assim, a Geração Y se sente especial por poder contribuir produtivamente. Aprende ainda a perguntar de forma estruturada, o que tornará sua vida mais fácil do que ficar lutando para impor suas diretrizes e, simultaneamente, leva tanto a Geração Y como a X  a descobrir não só o limite de seu conhecimento como também novas respostas que tinha dentro de si e nem sabia.  

O gestor da Geração X aprende a ajustar seu estilo de liderança à situação e ao tipo de equipe. Aprende a desenvolver um ambiente de segurança e confiança (o que eles gostam, mas não sabem como fazer). 

 A Geração Y adora e aprende rápido a fazer coaching não só com a sua equipe, mas também em pares e, nenhuma surpresa, com os próprios chefes. Outro dia conversando com uma executiva ela me falou: “foi bom para minha equipe passar pelo treinamento de coaching. Agora, a cada vez que eu levanto um problema minha equipe de Y’s se torna coach e me pergunta: e quais são as alternativas de solução? E o melhor é que estamos realmente encontrando soluções inovadoras”. 

Grandes empresas multinacionais como a IBM e a Nokia ensinam coaching aos gestores há anos. Empresas nacionais como a Golden Cross e a Sulamerica também o fazem. O importante é perceber que há, hoje, quatro gerações convivendo no mercado corporativo e que conflitos entre elas são inevitáveis. Porém, por meio do coaching, os gestores descobrem como minimizar esses efeitos, fortalecendo suas equipes e atingindo excelência. 

Eliana Dutra (Diretora executiva da Pro-Fit Coaching e vice presidente da ICF Brasil)

Portal HSM
28/02/2011


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sustentabilidade e acompanhamento online do conserto são diferenciais em oficina mecânica administrada por uma mulher

Empresária pesquisou por seis meses antes de abrir seu empreendimento em São Paulo

Marcus Vinicius Pilleggi
Dani Gurgel
Bimmer: atendimento especializado e sustentabilidade em oficina mecânica
A administradora de empresas Rose Candeo decidiu empreender em um mercado geralmente dominado por homens: oficinas mecânicas. Para ter sucesso, a empresária pesquisou o mercado e tentou entender as necessidades de um público alvo definido: os donos de carros importados. No final de 2009, depois de quase um ano de pesquisas, ela fundou a Bimmer, um centro automobilístico especializado em veículos importados. Além da mecânica especializada,o empreendimento possibilita que o dono do carro acompanhe, online - pela página da empresa -, o conserto de seu veículo, graças a câmeras colocadas nos elevadores mecânicos.

A empresária conta que a ideia do negócio surgiu da necessidade. Envolvida há vários anos com revenda de carros, Rose verificou a falta de unidades de atendimento mecânico voltadas a veículos importados. Assim, ela e o marido resolveram investir no ramo, com um atendimento especializado. “Nas nossas pesquisas de mercado vimos que havia duas opções a serviço do consumidor: concessionárias, que têm um serviço caro, e as mecânicas normais, que não têm estrutura para atender esse tipo de carro”, diz.

Depois de seis meses de pesquisas, verificando, inclusive, como funciona esse tipo de negócio lá fora, foram mais seis meses para encontrar um bom ponto comercial. Localizada na Vila Olímpia, bairro nobre de São Paulo, a Bimmer recebeu um investimento inicial de R$ 700 mil.

A ideia de oferecer o acompanhamento online apareceu naturalmente, segundo Rose. “Hoje, com tanta tecnologia, esse tipo de serviço não tem um custo absurdo. De qualquer maneira, as câmeras iam ser colocadas por questão de segurança. Unimos o útil ao agradável (para o cliente) e proporcionamos um atendimento diferenciado”, afirma. Rose diz que o brasileiro tem muito carisma pelo seu carro e sempre quer acompanhar onde ele está, daí possibilitar que o cliente veja o conserto em tempo real. O sistema é simples: quando dá entrada na oficina, o cliente recebe um login e senha para acessar o serviço online. Para Rose, até agora o serviço tem sido mais um teste: “A divulgação desse serviço não estava sendo muito grande; agora pretendemos investir mais nisso”, garante.

À frente de 12 funcionários, sendo seis mecânicos e seis administradores, Rose preocupou-se em dar uma cara mais verde ao seu empreendimento. Para isso, usa equipamentos para reaproveitar a água da chuva, que é armazenada em dois tanques e reutilizada. Durante o dia, a iluminação é totalmente natural. Um sistema separa o óleo da água para ser descartada de forma limpa e o lixo é retirado por empresas homologadas que possam fazer a reciclagem. A empresa também usa apenas papel reciclado para arquivos e emissão de notas. Ela garante: “Sempre tive esse pensamento de sustentabilidade. É algo em que acredito”.

Ainda é cedo para falar no retorno do negócio, mas Rose está otimista. Para o próximo semestre, ela planeja abrir uma filial para serviços mecânicos mais rápidos, como troca de óleo, de pastilhas de freio ou vistoria mais simples. “Estamos estudando uma localização privilegiada para o nosso cliente”, diz. A empresa espera, em 2010, faturar R$ 2 milhões, sem contar a filial. “Temos um plano de negócio minucioso; com a filial, esse faturamento deve subir cerca de 20%”, revela a empresária. Apesar de ter nascido como negócio familiar, Rose diz que ficou à frente da empresa por ter se envolvido mais no processo. Para ela, pesquisa e dedicação permitem que o empreendedor se aventure por qualquer mercado, mas alerta: “Precisa de muita organização para dar certo”.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A geração Y e o Empreendedorismo na web

Guilherme Pizzini fala sobre as práticas que garantem o sucesso de projetos voltados à web. Confira!

Integridade e comprometimento bem como o empenho na busca por inovações e aprendizado são características conhecidas e valorizadas em profissionais da geração Y.
A objetividade e a busca por uma rápida ascenção profissional faz com que, nem sempre, estes profissionais tenham belas histórias, pois ela não é conquistada apenas de com muito trabalho, doação e empenho, uma vez que além de uma boa ideia, é fundamental aliar todas as características da geração Y a um bom planejamento.

A tecnologia e o vasto acesso à informação são ferramentas acessíveis e comuns para a atuação deste profissional. Entretanto, por hábito, eles acabam colocando em prática suas ideias inovadoras e deixam de lado o fator planejamento. Exemplo disso são empresas que, quando começam a ter lucro, se “empolgam” com os investimentos em publicidade e, em pouco tempo, acabam tendo problemas financeiros.
A falta de experiência no dia a dia do negócio ou mesmo a ansiedade em conquistar resultados e atingir o rápido crescimento podem diagnosticar esta lacuna. É preciso pontuar que sucesso e ascensão profissional somente serão alcançados quando combinados as características da geração Y e alguns conceitos que não perdem a validade, tais como planejamento, estudo de mercado, entendimento de oportunidades e ameaças, estratégias de ação e velocidade em contornar problemas.

Essa combinação facilita a atração de oportunidades e a retração de ameaças. Já a falta disso faz com que as empresas acabem consumindo seus recursos de forma errada.

O que esta geração tem a oferecer?
Qualificação acadêmica, em alguns casos, acaba compensando a falta de experiência, entretando, não é o suficiente para conduzir o crescimento. O ideal é unir as duas coisas. Se o empreendedor não tem qualificação acadêmica condizente com o seu negócio, é importante que ele procure estudar o máximo possível sobre aquele mercado, com base em cases de sucesso e até mesmo em erros já cometidos por outros empreendedores.
Assim, aproveitar as características positivas que a geração Y possui, aplicando os conceitos que, sabidamente, funcionam podem aferir a novos negócios sucesso sustentado.
A mensagem que muitas vezes fica é que basta ser jovem, motivado e ter uma ótima ideia, mas a prática nos mostra que é fundamental unir tudo isso a uma boa gestão, embasada em conceitos já citados aqui, como planejamento, base acadêmica, práticas de mercado e, principalmente, muito trabalho.

Como converge internet, gestão jovem e ideias inspiradoras nos dias atuais?
A internet, por ser um ambiente de fácil acesso e informações praticamente ilimitadas, contribuem para que as ideias, independentemente se advindas de pessoas da geração Y ou não sejam colocadas em prática. Talvez a diferença esteja no fato de que as pessoas da geração Y se empenham muito para transformar ideias em realidade. Isso faz com que esses dois pontos funcionem com grande sinergia em uma gestão jovem, que necessariamente está atenta a novas tendências e se adapta com grande velocidade aos novos ambientes e mudanças de cenário.

De que modo ideia, espaço e planejamento de projetos web devem acontecer em um projeto web e quais são as principais dicas em cada processo?
Ideia, espaço e planejamento são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto. Uma grande ideia só resultará em sucesso se houver um bom excelente planejamento. Este, por sua vez deve prever ou antever algumas situações, como a identificação de oportunidades e ameaças, a necessidade de contratação de pessoas e o mapeamento do mercado de atuação. Mas, independente de nossa ansiedade ou vontade de ver tudo acontecendo de maneira rápida e sem erros, tudo passa por uma curva de aprendizado.
O tempo em que identificamos cada detalhe a ser corrigido ou cada ponto positivo identificado deverá ser potencializado.

Quais foram as principais mudanças diagnosticadas no site olho no click após seu lançamento?
Do início do projeto ao lançamento e até os dias atuais, muitas mudanças ocorreram e nem sempre foram perceptíveis aos clientes ou por pessoas de fora da empresa.
Isso porque sabemos que o interesse pelos produtos muda, assim como os horários em que as pessoas pretendem participar de nossos leilões. Além disso, para interagir com empresas com modelos de negócio diferentes, consolidadas ou não em seus mercados, é preciso adequar a forma de atende-los para produzir ações de grande sucesso.

Guilherme Pizzini é Diretor e sócio fundador do Olho no Click, portal de leilão virtual, responsável atualmente por mais de quatro mil produtos leiloados na internet e 400 mil usuários cadastrados. www.olhonoclick.com.br

Portal HSM
25/02/2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Inovação Digital: Em qual século você está?

Quer entender a revolução digital e como as empresas e pessoas estão se encaixando neste contexto? Confira a entrevista com Gil Giardelli, professor da ESPM

Por que é tão difícil implementar em algumas empresas a revolução e transformação de antigas crenças e estratégias voltadas para o ser humano, como ser integral, que necessita equilibrar corpo, mente, alma e espírito? Enviada por Silvia Silveira
Gil Giardelli: Por que vivemos em um hiato de séculos! Modelos organizacionais do século XIX e pessoas com anseios do século XXI, porém, a mudança é lenta e estrutural. Empresas começam a calcular o FIB (Felicidade Interna Bruta) de seus colaboradores, outras empresas calculando “Índices de Inovação e Criatividade”, federações patronais criando “Conselho de Economia Criativa”. Outras empresas incentivando a colaboração coletiva (chão de fábrica e alta gestão).
Ou seja, vivemos o início da economia do terceiro milênio. Uma “Mudança de paradigmas para assimilar e transitar num novo mundo, onde a tecnologia cresce de maneira exponencial. Sem espaço para pensamento linear e cartesiano. Sem espaço para individualismo. Inovar, solidarizar-se, atuar socialmente e emprender”, blogou Ana Lúcia Pompermaye.

Um dos temas do Marketing 3.0 é a grande influência que as Redes e Mídias Sociais passaram a ter sobre a decisão de compra do consumidor. Antes, o consumidor pedia a opinião para dois ou três amigos sobre um determinado produto ou determinada empresa. Agora, com as redes sociais são milhares de "conselheiros" que ele tem a disposição para ajudá-lo na hora da compra. Para uma empresa que pertence a um setor com um grande número de registros em órgãos de defesa do consumidor, como bancos, telefonia e operadoras de saúde, qual seria a melhor opção: aderir as redes ou permanecer apenas nos outros meios de comunicação? Enviada por Ramon Felippe Bonfim Marendaz
Gil Giardelli: As empresas não entrarem nas redes sociais, equivale à discussão se elas deveriam ter telefones na mesa de cada colaborador na década de 70, fax na década de 80 e e-mail na década de 90. Não participar das mídias sociais é perder competitividade, potencial criativo e inserção no século XXI.
Para incrementar, ao contrário da Europa e Estados Unidos, no Brasil as pessoas fazem negócios com pessoas! Executivos de vendas levam suas agendas e contatos para sua nova empresa. Enquanto nos outros países, os negócios são – em sua grande maioria – de empresas para empresas.
E no mais, na era da democracia digital sai o consumidor e entram pessoas com seus anseios. Demoramos a entender isso. O consumidor existiu na era da TV, quando você comprava uma TV tornava-se mais um consumidor. Na era digital as pessoas compram qualquer aparelho conectado a Internet e se tornam um produtor. Portanto, saem os consumidores e entram as pessoas engajadas! E o grande negócio do século XXI é como transformar as pessoas em advogados de marcas.

Consigo visualizar facilmente a efetividade da utilização de mídias digitais para empresas de B2C, que possuem um relacionamento direto com o consumidor final. Contudo, quando falamos em B2B, e relacionamento entre empresas, como pode-se delinear uma estratégia de inovação digital? O senhor poderia dar exemplos de empresas que conseguiram trabalhar com redes sociais nessa área?
Enviada por Larissa Nunes
Gil Giardelli: Ainda é embrionária a utilização no B2B, porém várias empresas globais estão desenvolvendo ações em redes sociais para construir reputação, ferramenta educacional, destacar-se da multidão (concorrência), investigar comportamento dos clientes e concorrentes e aprender com os outros.
A IBM hoje é a empresa que mais utiliza redes sociais para construir negócios B2B. Um terço dos seus funcionários, espalhados em 140 países, são grandes usuários de redes sociais e do crowdsourcing. A gigante Sodex, líder no setor de serviços alimentícios utiliza a ferramenta para fazer recrutamento.A Petrobras no Brasil utiliza redes sociais fechadas para discutir pré-sal e efetivar gestão de conhecimento.
A 37signal utiliza seu blog como ferramenta educacional B2B. O Hospital Israelita Albert Einstein, utiliza redes sociais para propagar estudos clínicos, mensagens de integração entre médicos e colaboradores. É tudo muito novo, então lembre-se, ser o segundo é ser o primeiro dos derrotados. Inove agora, este é o momento.

No contexto da inclusão digital e do Marketing 3.0, você acredita que as empresas procurando focar mais no ser humano e menos no consumidor devem ter uma abordagem mais holística e pessoal? Elas devem se preocupar também com o bem estar e aconselhamento de seus prospects e clientes em questões diversas e não somente com assuntos específicos ao seu segmento de atuação?
Enviada por Fernanda Terra
Gil Giardelli: A economia global está em transição: acaba a era da informação, começa a era da criatividade. São novas formas: propriedade intelectual, Economia Criativa,  capital cultural, capitalistas sociais, Indústria de ideias, Sustentabilidade, negócios soiciais, missões sociais, Pensamento verde, Liberdade de consciência.
Se você é uma empresa do setor automobilístico, falar apenas do seu produto é chato. Você pode falar de urban style, cultura, moda. Dar dicas de trânsito, dicas de viagem e de entretenimento. Se não, seremos o amigo chato, que sempre que encontramos ele fala só de si e não pergunta como você está.
Atualmente trabalho em uma companhia que oferece soluções integradas de sistemas (ERP + Core Business), totalmente voltada para o setor de agronegócio. Fazendo uma análise setorial, vemos que o mercado de ERP encontra-se em estágio de crescimento e, quando analisando apenas as grandes organizações, podemos até concluir que já estão em níveis de maturidade. Se tratando do mercado agropecuário podemos observar uma diferença brutal nesta análise, visto que o setor ainda está em fase de introdução do produto, porém com uma peculiaridade muito grande dos demais setores da economia: o produtor rural tem uma barreira cultural muito grande em relação à adoção deste tipo de tecnologia. Atualmente o produtor rural investe muito em ferramentas e maquinários, porém quase nada em gestão. Estudos realizados pela EMBRAPA dizem que em torno de 80% dos produtores nacionais, não utilizam se quer um computador para fazer gestão de seus negócios. Neste contexto, podemos ver que a gestão agropecuária nacional não se encontra de maneira alguma, sequer aos padrões do século atual. Como então podemos iniciar um processo de inovação digital em um mercado com tamanha barreira cultural como a do agronegócio? Enviada por Leonardo Borges
Gil Giardelli: Para este tipo de indústria, o melhor caminho é a educação. Criação de workshops, grupos de estudos, apresentação de cases, intercâmbios internacionais de ações inovadoras. E como contra fatos, não há argumentos números e dados de concorrentes em outros países são importantes.

Como fazer com que todos os funcionários de uma empresa se preparem e colaborem com a inovação digital? Enviada por Gustavo Haruo Fukutaki
Gil Giardelli: Liderar a inovação digital nas empresas, primeiramente deve ser uma atitude da presidência da empresa. Se os principais executivos não acreditarem no processo, nada avançará. Depois, devemos entender que inovação há curto prazo será um investimento, e como vivemos na ditadura da planilha do Excel, muitas empresas só pensam por trimestres, ainda enxergamos aquele mundo onde você diz: “tive uma grande ideia para o futuro da empresa.” Alguém responde: “respire fundo que passa.

Sou mestrando em engenharia de produção na UNESP/Bauru-SP e minha pesquisa é na área de gestão da inovação, mais precisamente, o envolvimento de usuários no processo de inovação por meio de tecnologias da web 2.0. Meu estudo de caso é o Fiat Mio, lançado recentemente no salão do automóvel em São Paulo. Um caso único na indústria automobilística e open innovation e envolvimento de usuários. Baseado nisso, minha pergunta é a seguinte: "Quais as competências necessárias as organizações precisam para implementar projetos de open innovation utilizando os recursos existentes na web 2.0?"
Enviada por Sergio Mazini
Gil Giardelli: Antigamente acreditava-se que inventores eram gênios solitários. Uma série de pensadores acredita no conceito de inovação e invenções simultâneas, onde empresas e clientes são “colônias de diversos criadores que interagem e influenciam uns aos outros. O Fiat Mio foi uma invenção coletiva e devemos entende-lo como um exterminador de paradigmas. Há poucos anos, protótipos de carros eram guardados a sete chaves. Este foi colocado no Youtube. A montadora entendeu que o grande negócio do século XXI é o open source, a sabedoria das multidões. Para uma empresa entrar nesta era deverá desmontar paredes, quebrar egos, colocar jovens em seu conselho e perceber que a inovação não está nas salas das reuniões da diretoria. Na maioria das vezes está no chão de fábricas ou nas ruas das megalópoles.

Por que as pessoas evoluem mais rápido do que as empresas, se as empresas são grupos de pessoas? Quando se pensa em inovação dentro das empresas, qual o caminho mais fácil de se trilhar: demite boa parte de quem deveria pensar em inovação e contrata sangue novo, ou quebra seus paradigmas e constrói uma nova cultura? Enviada por Bruno Figueredo.
Gil Giardelli: Steven Johnson em seu novo livro descreve: invenção simultânea como “casos em que várias pessoas vêm com a mesma ideia em quase exatamente o mesmo tempo.” Descobertas como o cálculo, a bateria elétrica, o telefone, a máquina a vapor, o rádio, inovações revolucionárias onde vários inventores trabalharam em paralelo, sem conhecimento um do outro. A inovação vem de cenas sociais, de grupos ligados e apaixonados.
Além das empresas, o magnata e ex-professor da Harvard Business School John Sviokla, defensor de tecnologias disruptivas, open innovation, reputação corporativa e reputação on-line escreveu lúcido artigo “A mídia social, representa a transformação do capitalismo como nós o conhecemos”.  Para ele, os pilares do capitalismo são a absorção coletiva do risco e a capacidade de se auto-organizar. E descreve as três ondas de capitalismo.

Onda do capitalismo – Criar novos empreendimentos no novo continente, a América.

Onda do capitalismo – Empreendedores individuais como Henry Ford, Louis Chevrolet (GM), Alexander Graham Bell (At&T), Dupont, e recentemente Bill Hewlett e David Packard (HP) e suas inovações individuais, ferrovia e telégrafo. (Demanda e gestão)

Onda do capitalismo – Era digital – Transporte de dados, infraestrutura global, sabedoria das multidões, inovação disruptiva e coletiva, consumo coletivo, a absorção coletiva de risco, o financiamento coletivo – “Um excelente exemplo é o YouTube, fundado por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, todos ex-alunos do PayPal (Outra empresa da 3ª onda). Combina com o que eu tennho dito em palestras há 10 anos – Passamos pela Humanidade 1.0 – Agrícola, Humanidade 2.0 - Industrial, a Humanidade 3.0 -Tecnológica, a Humanidade 4.0 Cyber-espiritual e hoje vivemos o mix de todas as humanidades na 5.0 - a Democracia das redes sociais.
Sou Gerente de Marketing da Voltts, empresa que desde 1992 atua como importador e distribuidor de diversos fabricantes internacionais no Brasil. Nosso foco de atuação é na distribuição de componentes eletrônicos para a indústria eletroeletrônica brasileira.Como aplicar as mudanças do Marketing 3.0 em uma empresa voltada para o B2B, que distribui um produto de compra extremamente técnica a indústria brasileira, sendo que seus clientes vão desde grandes multinacionais, onde o processo seria muito mais fácil de ser aplicado, até pequenos técnicos em eletrônica, que ainda não tem acesso à e-mail, por exemplo. Como estar preparado para atender aos dois públicos ao mesmo tempo, sem no entanto se desfazer de nenhum deles, uma vez que ambos são lucrativos para a empresa? Enviada por Fernando Rossini
Gil Giardelli: Fernando, parte desta pergunta foi respondida nas questões acima. Seria muita presunção achar que todos os clientes devem ser impactados pelas mídias digitais. Devemos respeitar aqueles milhares no Brasil que ainda preferem impressos, TV, rádio, contato do vendedor etc. Está é a grande complexidade, a comunicação é multicanal, em duas vias e sem barreiras. Agora, está em suas mãos para entender cada cluster de clientes e aplicar a melhor forma de marketing.

Mais sobre Gil Giardelli: CEO da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA, do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) e Pós graduação da ESPM).
Portal HSM
30/11/2010